Perigos da nanobiotecnologia


A nanobiotecnologia consiste na construção em laboratório de sistemas que integram em nanoescala elementos vivos e não-vivos, criando mecanismos programados para desempenhar tarefas específicas, também chamado pelos cientistas como “máquinas vivas”.
“Os cientistas ainda não sabem ao certo como as nanopartículas interagem na natureza e os experimentos realizados até agora com animais em laboratório são assustadores. Além disso, não se tem a mínima idéia de como as vidas molecularmente modificadas vão afetar as formas de vida naturais”

Os riscos à saúde trazidos pelas nanopartículas existem, por exemplo, no carbono, que promete ser o carro-chefe da nova indústria graças à eficiência dos nanotubos feitos com esse material desenvolvidos em laboratório. Resistente como o aço e seis vezes mais leve se reduzido à escala nanométrica, o carbono permitirá a produção de novos e poderosos produtos para funções isolantes e semicondutoras, entre outras.

Um estudo feito este ano pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, no entanto, revela que um grupo de camundongos expostos a nanotubos de carbono desenvolveram “sérios danos no coração e na aorta”. Além disso, quando injetados nos pulmões dos ratos, os nanotubos de carbono causaram lesões pulmonares que levaram alguns indivíduos à morte. Outro estudo feito nos Estados Unidos revelou que, quando jogadas em um tanque com água do mar, as nanopartículas conhecidas como fulerenos (esferas ocas de carbono em nanoescala) desencadearam em pouco tempo danos cerebrais em diversas espécies de peixe.
A maior preocupação dos ambientalistas quanto à saúde humana e dos animais deriva do fato de as nanopartículas terem enorme facilidade para se deslocar dentro de um corpo sem nem mesmo serem percebidas pelo sistema imunológico. De acordo com o livro Nanotecnologia – Os riscos da tecnologia do futuro (Editora L&PM), publicado este ano no Brasil pelo Grupo ETC, “com 70 nanômetros, as nanopartículas podem se incrustar profundamente no tecido pulmonar; uma partícula de 50 nanômetros pode introduzir-se dentro das células sem serem notadas e partículas tão pequenas quanto 30 nanômetros podem atravessar a barreira do sangue do cérebro”.

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