Fases do amor:


O amor, segundo estudos desenvolvidos por especialistas, é dividido em três fases e cada fase é governada por substâncias químicas diferentes:

Na primeira fase, conhecida como a “Fase do Desejo”, contamos com a participação dos hormônios sexuais testosterona (Fig. 1) para os homens e estrogênio (Fig.2) para as mulheres. A partir da adolescência, quando estes hormônios começam a circular na nossa corrente sanguínea é que começa a procura por parceiros e nesse instante aquele garoto mala se transforma num príncipe encantado.

É um não querer mais que bem querer,
É um andar solitário entre a gente
É um nunca contentar-se de contente,
É um cuidar que ganha em se perder

A segunda fase é a “Fase da Paixão” e os efeitos colaterais são os mais agressivos: o apetite se vai, ficamos distraídos, longe da pessoa amada surge aquela melancolia, e quando chegamos perto… aqueles arrepios, nervosismo, a respiração fica confusa, sentimos o estômago revirar.

É a fase que pagamos todos aqueles “micos”… Tudo por culpa da noraepinefrina (Fig.3) (ou noradrenalina) que acelera os batimentos cardíacos (excitação), a serotonina (Fig.4) que nos descontrola e causa aquela euforia, e a dopamina (Fig. 5) conhecida também, como hormônio da alegria.

Todas essas substâncias químicas, que agem diretamento no nosso cérebro são controladas pela feniletilamina (Fig. 6) – que o nosso querido-amado-chocolate costuma carregar em altas doses. Fica a dica: Dê chocolate para a pessoa amada e mantenha toda a química do amor sob controle. Só não vale exagerar que o excesso de chocolate pode causar excesso de peso que pode inibir algumas das reações “apaixonantes” hehehe

A feniletilamina é muito importante em todo o processo, pois controla a passagem da fase da paixão para a fase do amor, dessa maneira exerce um grande poder sobre nós, tão poderosa que pode tornar-se viciante. Os viciados em feniletilamina (e seus auxiliares) tendem a ser pessoas instáveis no amor e costumam trocar de parceiro assim que o efeito daquele “combo químico” desaparece.

Esses “viciados em amor” costumam ser infiéis. O maior problema que essas pessoas enfrentam é que o corpo desenvolve naturalmente uma tolerância aos efeitos da feniletilamina, sendo que é necessário “ingerir doses cada vez mais altas” para causar algum efeito. Por isso vai ficando cada vez mais dífcil encontrar um novo amor…

É um querer estar preso por vontade,
É servir a quem vence, o vencedor,
É ter com quem nos mata, lealdade,
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos maizade,
Se tão contrário a si mesmo é o amor?

A terceira e última fase é a “Fase da ligação”, é a fase do enfim“Felizes para sempre!”. Passamos a fase da paixão e agora sim chamados de amor, o amor ‘verdadeiro’. Quem manda nessa fase é a oxitocina (Fig. 7) e a vasopressina (Fig.8).

A oxitocina é conhecida como “hormônio do carinho” ou “hormônio do abraço”. É uma pequena proteína com 9 aminoácidos produzida no hipotálamo. É essa a substância responsável pelo vínculo de afeto entre as pessoas. É produzida depois do orgasmo e é o mesmo hormônio produzido quando as mães amamentam seus filhos. (Fica a dica: Quanto mais sexo um casal praticar, maior será o vínculo entre eles… Tá aí uma “poção do amor” eficiente!)

Dizem que é essa mesma substância que age nos animais facilitando sua interação com pessoas ou outros animais (relacionado ao aumento da confiança).

A vasopressina é conhecida como hormônio da fidelidade. É também uma pequena protéina, constituída por 9 aminoácidos (sendo 8 iguais ao da oxitocina) e está diretamente relacionada ao comportamento monogâmico dos animais.

Estudos em ratos mostraram o seguinte: antes do acasalamento, a relação do macho com as outras fêmeas era uniforme. Depois de um dia de acasalamento (havendo assim produção da vasopressina), o macho fica preso a fêmea e não se aproxima de outras fêmeas, da mesma forma que não permite a aproximação de outros machos. Uma espécie promíscua apresenta poucos receptores de vasopressina no cérebro. (Ah… se esses receptores fossem encontrados em qualquer supermercado)

Todos os animais sentem prazer no sexo, mas é a vasopressina que permite associar esse prazer a características específicas do parceiro, como odor. Para as fêmeas, essa associação é causada pela oxitocina.

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