Como se forma e o que é o petróleo


Antes de passar ao foco principal deste artigo, gostaria de
começar por definir de forma suscinta “O que é o Petróleo”:
Etimologicamente a palavra petróleo provém do latin
petrus = pedra e óleum = óleo o que significa pedra oleosa.

Por: Nunes Ringote

Ao aglutinarem-se essas duas palavras em português deram origem ao que designou-se como sendo o petróleo. No seu sentido mais restrito o petróleo inclui somente o crude, entretanto por força de uso, no seu sentido mais lato, o petróleo inclui ambas substâncias – o crude e o gás natural. Os elementos predominantes por peso na composição química quer seja do crude assim como do gás natural são:

Fica claro assim, que os dois elementos mais importantes tanto no crude como no gás natural são o Carbono e o Hidrogénio. É por esta razão que o crude e o gás natural são chamados de hidrocarbonetos. A diferença entre eles consiste no tamanho das moléculas de hidrocarbono.

Nesta conformidade, o petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos que se forma na natureza com a mistura de hidrogénio e carbono.

Geologicamente o petróleo é uma rocha que se encontra na natureza com características físicas e químicas próprias que a diferenciam das outras.

Físicamente o petróleo encontra-se no estado líquido, daí não ter forma própria mas possuir volume constante.

Do ponto de vista químico, o petróleo é uma substância oleosa, inflamável, menos densa que a água, com cheiro característico e com uma coloração que varia de preto a castanho escuro ou claro. Muito embora o petróleo tenha sido objecto de inúmeras discussões concernentes à sua origem, hoje já não restam dúvidas de que é de origem orgânica. Deduz-se mesmo que essa origem esteja relacionada com a decomposição das substâncias orgânicas (plantas e animais mortos) que compõem o plancton, ou seja, organismos em suspensão nas águas doces ou salgadas tais como, protozoários, celenterados e outros, portanto, decomposição essa que por sua vez é causada pela pouca oxigenção e pela acção das bactérias.

Esses seres decompostos foram, ao longo de milhões de anos, se acumulando no fundo dos mares e dos lagos, sendo pressionados pelos movimentos tectónicos da terra durante o período da sua formação e que acabaram por se transformar na substância oleosa a que nós hoje chamamos petróleo.

Apraz-me abrir aqui um parêntesis, para aprimorar o termo “petróleo” enquanto profissional da área. Pois é importante não confundirmos o petróleo que geralmente usamos nas nossas casas com o petróleo extraído directamente do subsolo (também chamado de petróleo bruto). O que nós usamos em casa é uma fracção do petróleo bruto que obtem-se através de um processo complexo de separação dos seus componentes numa refinaria. Por uma questão de clarificação os profissionais do ramo chamam ao petróleo bruto = crude ou hidrocarboneto e ao petróleo caseiro = petróleo luminante. Neste artigo, é de hidrocarboneto que vamos tratar.

Ao contrário do que muitos pensam, o hidrocarboneto não permanece na rocha onde foi gerado ( a chamada rocha mãe), ele migra (horizontal ou verticalmente) através dos capilares das rochas porosas e/ou pelas fissuras, até encontrar um terreno apropriado para se concentrar. A título de exemplo, na bacia de Williston em Montana U.S.A. o hidrocarboneto migrou horizontalmente para mais de 320 km da área em que foi gerado.

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