Placas Tectônicas

Placas Tectônicas

O conceito das Placas Tectônicas é relativamente recente, e revolucionou a Ciência do século 20. Este conceito propõe que todos os terremotos, atividade vulcânica, e processos de construção de montanha são causados pelo movimento de blocos rígidos chamado placas que compõem a capa da superfície da Terra, ou litosfera (lithosphere).

Em 1912, Alfred Wegner colocou sua teoria que a crosta terrestre era segmenta em doze grandes zonas que denominou de placas tectônicas, que estão em contínua modificação, e que os continentes se haviam formado a partir de um único continente chamado Pangea.

Os movimentos de deriva foi o que deu lugar a formação dos atuais continentes que se formaram a partir do Pangea.

Pela Teoria das Placas Tectônicas, a superfície da Terra está composta de uma dúzia de grandes placas e outras várias de menor tamanho.

Encontro de duas placas tectônicas
O encontro de duas placas tectônicas

Várias razões levaram a formação do conceito das placas tectônicas e da deriva dos continentes:

• No alargamento dos mares, quando o magma esfria e se solidifica no solo submarino, os minerais magnéticos do material novo se solidificam de acordo com a polaridade do campo magnético da Terra na ocasião de seu resfriamento.

• Quando o campo magnético da Terra reverte sua polaridade, o novo magma se solidifica adquirindo a polaridade inversa.

• Assim a crosta oceânica possui o registro da própria formação, com a primeira mudança de polaridade registrada próximo ao limite entre as placas, onde a lava atinge a superfície e as mais antigas, próximas dos margens continentais, formadas quando o oceano era jovem em torno de 180 a 200 milhões de anos.

• Isso demonstra que os continentes devem ter se movido em direções opostas abrindo espaço para o oceano desde a Era Jurássica.

• Outra confirmação do conceito veio do estudo da distribuição de estruturas geológicas que passam de um continente para outro.

• Geologistas da Universidade de Cambridge usaram o computador para colocar todos os continentes e ilhas da Terra juntos como num quebra-cabeças, considerando contornos submarinos. O resultado foi impressionante, apresentando muito poucos buracos e sobreposições.

• Comparando a estrutura e composição das rochas e solo dos continentes que o modelo indica terem sido um só, confirmando que o modelo é bem próximo ao correto.

• Finalmente o estudo da fauna marinha e flora das diferentes áreas durante os anos também apresenta provas do movimento dos continentes.


Os modelos de Interação entre as Placas Tectônicas são quatro:

Subducção – ocorre onde duas placas de espessura semelhante entram em contato entre si.

Deslizamento – se produz quando duas placas oceânicas entram em contato, ou também uma placa continental e uma oceânica.

Extrusão – este fenômeno ocorre quando se juntam duas delgadas placas tectônicas que deslizam em direções opostas, como é o caso do contacto de duas placas do fundo oceânico.

Acrecencia – acontecem quando há um leve impacto entre uma placa oceânica e uma continental.

McAlester associa os movimentos das placas com a energia calorífica concentrada abaixo da litosfera.

Rikitake indica que o esquema general de desarranjo das placas, está relacionado com os movimentos de convecção das camadas inferiores, as quais estão em estado viscoso devido ao calor.

Nas zonas de extrusão aparece uma ”nova crosta”, enquanto nas zonas de subducção as placas que penetram por baixo se fundem, por efeito do calor liberado na interação entre as placas baixas sob condições de elevada pressão, dando lugar ao magma. O que explicaria a freqüência de vulcões ativos situados nestas zonas de subducção.


Os limites entre as placas são de três tipos:

• Onde elas se afastam, no meio do oceano, nova crosta se forma com o material expelido do interior da Terra;

• Onde uma placa avança para baixo de outra, parte da placa é consumida pela alta temperatura das camadas inferiores;

• Onde as placas se movem em direções opostas, causando falhas.

Acredita-se que os atuais oceanos da Terra foram formados pela geração de nova crosta entre placas que se afastaram; e que a convergência de placas deu origem a cadeias de montanhas.


Os oceanos da Terra encontram-se em diferentes estágios de formação:

• O Oceano Pacífico é antigo e já está diminuindo em ambos os lados, o que poderá resultar na colisão da Ásia com as Américas.

• O Oceano Índico está crescendo no oeste e diminuindo no leste.

• O Atlântico encontra-se ainda em expansão em ambos os lados.

• O Mar Vermelho é o embrião de um futuro oceano.

Os Alpes originaram-se da colisão da placa da África com a da Europa. Há restos de crosta oceânica ali, indicando que havia um oceano onde agora há uma cadeia de montanhas. O mesmo acontece na região dos Himalaias, causado pela colisão das placas da Índia e da Ásia.

Os terremotos ocorrem com bastante freqüência nos limites das placas tectônicas. Áreas como o lado oeste da América do Sul estão sobre área de compressão de placas. O lado oeste da África, por exemplo, está sobre o centro de uma placa e os movimentos tectônicos não se manifestam.

Excrementos de cachalote eliminam toneladas de CO2

Cientista acredita que resultado do estudo mostra a necessidade de proibir a caça dos cetáceos

Cachalotes podem atingir 20 metros de comprimento
Cachalotes podem atingir 20 metros de comprimento

Os excrementos dos cachalotes contribuem anualmente para a eliminação de 400 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), segundo um estudo australiano, que desmistifica a suspeita de que estes mamíferos aumentavam a quantidade de gás através da sua respiração.

Em comunicado, a autora do estudo, Trish Lavery, da Universidade de Flinders, explicou que os cachalotes defecam ferro, o que estimula o crescimento do fitoplâncton e da sua capacidade para armazenar o CO2, o principal responsável pelo aquecimento global.
Quando o fitoplâncton morre, o gás desloca-se para o fundo do mar, um processo que elimina milhares de toneladas de dióxido de carbono.
O número de cachalotes perdido nos últimos anos equivale a que fiquem por eliminar perto de dois milhões de toneladas anualmente de CO2, calcula a investigadora australiana.

Esta investigação, publicada na Proceedings of the Royal Society, Biological Sciences, prova a complexa interacção natural entre os ecossistemas marítimos e terrestres e demonstra a necessidade de proibir a caça de cetáceos, argumentou Trish Lavery.

Aquecimento global: projetos de ajuda ” pilha recarregável movida a água”

Criada pela Aqua Power System – empresa especializada em gerar soluções energéticas não-poluentes através da água – a pilha No PoPo (Non Pollution Power) tem uma tecnologia que vai contribuir e muito a favor do meio-ambiente. Para ser recarregada, basta colocar água e pronto. Eu explico: o chumbo e o mercúrio foram substituidos por um composto de carbono e magnésio que em contato com a água gera energia elétrica. Simples e genial. Olha que Maneiro!


Ainda não está disponível no Brasil, mas assim que chegar aconselho geral comprar. Vamos contribuir para um mundo mais maneiro!

Dupla inventa filtro para capturar CO2 de indústria

75Dois químicos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se uniram a uma empresa para dar um drible no risco representado pelo dióxido de carbono, gás que é o principal responsável pelo aquecimento global. Esferas de cerâmica desenvolvidas pela dupla têm potencial para filtrar a substância nas chaminés das fábricas e transformá-la em insumo industrial, dizem eles.

Por enquanto, a invenção, que deve ser objeto de uma patente internacional, mostrou ser capaz de sequestrar 40% do gás carbônico emitido pela queima de combustíveis. Na segunda fase da pesquisa, recém-iniciada, a intenção é melhorar esse potencial “filtrador” de CO2 (fórmula química da substância) para algo como 60%.

A nova fase do projeto deve mobilizar recursos da ordem de R$ 2,3 milhões, divididos de forma mais ou menos igual entre fundos públicos (da UFMG, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mineira) e privados (da empresa Amatech).

Tomando a iniciativa – Aliás, num raro caso de interação entre a pesquisa universitária e o setor empresarial no país, foi o pessoal da Amatech que procurou a dupla da UFMG. “Eles vieram falar com a gente, mas ficou claro que a ideia original deles não era viável”, conta Jadson Belchior, que toca o projeto ao lado de Geraldo Lima. “Eles queriam usar um material pastoso que seria complicado de trabalhar.”

Belchior e Lima puseram-se a imaginar uma maneira de filtrar o CO2 com um material sólido, chegando às esferas de cerâmica, cuja composição química exata não pode ser mencionada ainda por causa da necessidade de conseguir a proteção da patente antes.

Eles revelam, porém, que é a estrutura microscópica das esferas que interage com o gás, fazendo com que este se combine à cerâmica (veja o quadro abaixo). “Nos experimentos, as esferas, que pesavam 10 gramas, passam a ter 14 gramas”, conta Belchior.

Ainda é preciso encontrar a melhor maneira de integrar as estruturas ao sistema de exaustão de uma indústria, por exemplo. O pesquisador da UFMG diz que uma analogia com tocadores de CDs pode ser útil. “Poderíamos usar algo parecido com aqueles tocadores que possuem espaço para três CDs, já que depois de um tempo a esfera perde a capacidade de absorver gás carbônico”, diz.

Uma vez que a “gaveta” esteja cheia, o CO2 pode ser extraído das esferas por calor ou por reações químicas, permitindo sua a reutilização e a reciclagem da substância como insumo para indústrias como a de refrigerantes, cujas borbulhas nada mais são que gás carbônico. Isso aumentaria a viabilidade econômica do processo.

Hoje, o pico de eficiência da reação ocorre a cerca de 600ºC. Como diferentes indústrias – e diferentes tipos de exaustão – correspondem a temperaturas variadas, a ideia é ampliar a faixa de calor na qual a reação é otimizada. (Fonte: Reinaldo José Lopes/ Folha Online)

Estudo mostra que aquecimento global pode aumentar temperatura da Amazônia em 10 graus/ Study shows that global warming may increase the temperature

Um novo estudo do Departamento de Meteorologia Britânico prevê o aumento da temperatura do planeta em até 4 graus. Esta elevação pode atingir principalmente regiões como a Amazônia, onde a temperatura poderá aumentar em até 10 graus.
A previsão é de que o cenário se torne realidade no ano de 2060, quarenta anos antes do anunciado pelo Painel Governamental para Mudanças Climáticas.
José Antônio Marengo (pesquisador do Inpe), , o ser humano tem condições de se adaptar às mudanças, mas a biodiversidade não.
“A biodiversidade não tem essa capacidade de se adaptar tão radicalmente como o ser humano. Basicamente a floresta poderia sumir e ser substituída por outra vegetação. Mudando a vegetação, muda o clima. E o clima da Amazônia regula o clima de outra regiões da América do Sul e do mundo, o que faria um efeito dominó.”
Segundo o pesquisador, não se pode reverter o cenário previsto, mas é possível adiar o aumento da temperatura.
A mudança climática do planeta é um fenômeno natural, mas que está sendo acelerado pelo ser humano. A queima de combustível fóssil, resultante dos carros e das indústrias, e a queima de biomassa, consequência do desmatamento, é o que mais tem causado o aquecimento global.
O pesquisador ressalta ainda que o aumento da temperatura da Amazônia poderá comprometer a produção de soja em 40% e a perda de energia elétrica em até 8%.
<!– .replace('

‘,”).replace(‘

‘,”) –>

Artico pode derretar totalmente em 30 anos/Arctic may melt completely in 30 years

A calota polar ártica desaparecerá dentro de 20 a 30 anos, mas em apenas dez anos o Ártico será considerado uma via marítima segura, concluíram nesta quarta-feira cientistas após análise dos dados recolhidos em uma missão realizada pelo explorador Pen Hadow.

“A calota terá completamente desaparecido no verão entre 20 e 30 anos, mas terá fortemente diminuído em bem menos tempo. Em dez anos, o oceano ártico será considerado um mar aberto à navegação durante a estação de verão”, declarou Peter Wadhams, professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra.
Em quase 450 km percorridos pela equipe, a espessura média do gelo observada era de 1,8 m nas cristas formadas pela pressão, era de 4,8 m. “Uma espessura de 1,8 m é característica de uma camada de gelo formada durante o ano, que é mais vulnerável no verão. E o gelo acumulado em vários anos diminui de forma acelerada”, continuou Wadhams. “É um exemplo do aquecimento climático em ação”, acrescentou.

Além do desaparecimento da fauna, este derretimento provoca o aumento do nível dos oceanos, modificações atmosféricas e de correntes marítimas, e também a liberação de volumes muito importantes de gás causador do efeito estufa, considerados responsáveis do aquecimento climático, explicou.

Segundo ele, o permafrost ártico absorvem duas vezes mais CO2 que a atmosfera e os fundos marinhos gelados do Ártico também absorvem mais que o acúmulo de reservas de carbono, petróleo e gás do planeta.

Formiga se reproduz sem sexo/ Ant reproduces without sex

Nem todas as fêmeas necessitam de machos para se reproduzir. Ao menos assim ocorre com as formigas amazônicas, as Mycocepurus smithii, que são capazes de se reproduzem por, acreditem, clonação! A espécie, segundo descoberto recentemente por um grupo de pesquisadores de vários países, é um estranho caso de organismo multicelular cujas fêmeas não precisam de sexo para ter crias.
Após a realização de variados testes, os cientistas comprovoram que aquelas formigas são as únicas que se reproduzem daquela forma e que as obreiras são todas estéreis, segundo artigo publicado na revista científica ‘Proceedings of Royal Society B’.

Curiosamente, as colônias de clones dependem para sua alimentação de um fungo também assexuado que está na origem do interesse pelo estudo das peculiares Mycocepurus.

Entre os testes aplicados, a líder do grupo de estudos, Anna G. Himler, da Universidade do Texas (EUA), destaca os de ADN que ao modo das ‘impressões digitais’, produziram 12 colônias diferentes de ‘M. smithii’. O resultado foi identico: todas as formigas de uma mesma colônia eram identicas genticamente a sua rainha, destaca a revista.

Queda de suposto meteorito causa explosão na Argentina



Moradores disseram ter visto uma bola de fogo cruzando o horizonte e causando um estrondo ao cair

28 de setembro de 2009

Foto: Diário Los Andes/Reprodução

Um suposto meteorito surpreendeu os moradores do pequeno povoado de Santa Isabel, na província de La Pampa, Argentina, após causar uma explosão e iluminar o céu no final da tarde deste domingo. O impacto foi tão grande que também foi sentido em General Alvear, na província de Mendoza, a 40 km de Santa Isabel. As informações são do jornal argentino Clarín.

Roberto Trigues, chefe da Defesa Civil de General Alvear, disse ao diário MDZ que a explosão “poderia se tratar de um meteorito”. Segundo ele, análises de rádio determinaram que o ponto de impacto está dentro do triângulo formado pelas localidades de Punta del Agua, Agua Escondida e Cochi-co, uma zona desabitada de 300 mil hectares.

Moradores afirmaram ter visto um objeto cair do céu. “Era dia e se via, no horizonte, uma bola de fogo como se fosse um refletor, caindo. Antes de chegar ao solo, vimos uma explosão que formou nuvens. Algo mais continuou caindo e, em poucos segundos, só se via fumaça”, disse José Luis Cuadrado ao Diário Textual, de La Pampa. No início, algumas pessoas chegaram a pensar que fosse um terremoto, mas logo se descartou a possibilidade.

As autoridades não se preocuparam com o risco de incêndio porque nevou o dia inteiro na região, além de haver muita umidade. Também não há registros de feridos.

Meteoritos

Os meteoritos, chamados incialmente de meteoroides até penetrarem a atmosfera terrestre, são formados por fragmentos de asteroides, cometas ou restos de planetas em desintegração. Estas rochas espaciais podem variar de comprimento, tendo quilômetros de diâmetro ou apenas o tamanho de uma partícula de poeira.

Aquecimento Global: Temperatura da Terra pode subir 4ºC em 50 anos, diz estudo

Satélite mostra redução no gelo entre o inverno de 2005 (à esquerda) e 2008. A área em branco representa camadas de gelo de 4 a 5 m de espessura, enquanto o azul escuro indica de 0 a 1 m.
09 de julho de 2009
Foto: Nasa/Divulgação

Um relatório do principal centro de pesquisas sobre mudanças climáticas da Grã-Bretanha alertou nesta segunda-feira para um aumento de 4º C na temperatura do planeta em apenas 50 anos caso as emissões de carbono não sejam reduzidas em breve.

O estudo do Centro Hadley, financiado pelo governo britânico, constitui o alerta mais grave já divulgado sobre o aquecimento global desde que o Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), órgão científico da ONU, estimou em 2007 que a temperatura do planeta pode subir entre 1,8ºC e 4ºC até o fim deste século.

Utilizando novos dados a partir de análises sobre o ciclo do carbono e de observações atualizadas de emissões de países emergentes, como China e Índia, as conclusões não apenas reforçam a possibilidade do pior cenário do IPCC como reduzem pela metade o tempo disponível para ação.

Segundo o Centro Hadley, em um cenário de altas emissões, o derretimento de neve e gelo no Ártico poderia elevar a absorção de raios solares e elevar a temperatura ártica em até 15,2 ºC. Secas atingiriam severamente o oeste e sul da África, afetando a disponibilidade de água, segurança alimentar e saúde da população.

O estudo diz que “todos os modelos” indicam reduções na precipitação de chuvas também na América Central, no Mediterrâneo e partes da costa australiana. Em outras áreas, o aumento da temperatura em 50 anos poderia ser de 7º C, disse o estudo.

Já o padrão das chuvas seria severamente afetado na Índia – onde o nível de precipitações poderia aumentar 20% ou até mais, piorando o risco de enchentes.

Não bastasse o cenário consideravelmente pior do que os cientistas pensavam, o estudo alerta ainda que, em um cenário de emissões altas, a previsão de aumento de 4º C podem ser “adiantada em 10 anos, ou até 20 anos em casos extremos”.

Entretanto, concedem os cientistas, ainda há tempo de evitar o pior cenário se as emissões de carbono começarem a baixar de nível dentro da próxima década.

Ação
O estudo está sendo apresentado em uma conferência sobre a mudança climática na cidade inglesa de Oxford, e sai a público no mesmo dia em que delegados de 190 países se reúnem em Bangcoc, na Tailândia, para uma nova rodada de negociações antes da reunião da ONU em Copenhague, na qual espera-se um novo acordo de emissões de carbono em substituição ao Protocolo de Kyoto, vigente até 2012.

Líderes mundiais têm reiterado a necessidade de limitar a elevação da temperatura global nas próximas décadas em 2º C. Mas, como aponta o analista de ambiente da BBC Roger Harrabin, a questão tem esbarrado nos recursos que serão necessários para “limpar” a matriz energética global.

Um dos pontos fundamentais, diz o especialista, é que países em desenvolvimento querem ajuda para arcar com os custos de tal empreitada. O premiê britânico, Gordon Brown, tem falado em uma cifra de US$ 100 bilhões para conter o aquecimento global através do combate à pobreza. A União Europeia tem concordado.

No entanto, o presidente americano, Barack Obama, que preside a nação que mais polui em termos per capita, tem encontrado dificuldades para aprovar leis de controle de emissões no Congresso americano, ainda que reafirme a “determinação” dos seu país para agir e assumir suas “responsabilidades” em relação ao aquecimento global.

Na semana passada, a China anunciou que vai redobrar os investimentos em eficiência energética para reduzir as suas emissões de CO2 em uma “margem notável” – porém ainda não precisada – até 2020.

Tanto a China como os EUA repondem por cerca de 20% das emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão, gás natural e petróleo. A União Europeia produz 14% do total, seguida por China e Rússia, cada qual com 5%.

Ecologia: China e Japão se comprometem com luta contra emissões de CO2


NOVA YORK, EUA — O presidente chinês, Hu Jintao, se comprometeu nesta terça-feira na ONU a reduzir “significativamente” o aumento das emissões de gases poluentes de seu país até 2020, comparativamente com 2005.

“Vamos reduzir significativamente nossas emissões de dióxido de carbono (CO2) por ponto de crescimento econômico daqui a 2020 comparativamente a seu nível de 2005”, disse na Cúpula da ONU sobre o compromisso climático.

“Depois, vamos vigorosamente desenvolver energias renováveis e energia nuclear”, acrescentou em uma intervenção muito esperada.

“Vamos aumentar a parte das energias não-fosseis no consumo do país a aproximadamente 15% até 2020”, disse Hu.

A China se tornou a primeira emissora de gases causadores do efeito estufa do planeta, à frente dos EUA. Estes dois países são responsáveis juntos por 40% das emissões mundiais de CO2.

Hu também se comprometeu a aumentar a capacidade do país de absorver o CO2 emitido na atmosfera aumentando a cobertura florestal da China em 40 milhões de hectares daqui 2020 comparativamente a 2005.

“Vamos acelerar nossos esforços para desenvolver uma economia sustentável, uma economia com baixa taxa de carbono, aceleração da pesquisa e desenvolvimento e disseminação das tecnologias verdes”, declarou.

O presidente chinês disse também que, para os países em desenvolvimento, a primeira prioridade é agora o crescimento econômico, a erradicação da pobreza e a melhora do nível de vida, dando a entender que a redução do gás poluente não é a prioridade destas nações.

O novo primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, por sua vez, também falando ante a assembleia, confirmou o compromisso de seu país de reduzir as emissões de gás de efeito estufa, além de anunciar um aumento das ajudas aos países pobres na luta contra o aquecimento global.

“Para seus objetivos a médio prazo, o Japão se esforçará em reduzir suas emissõse em 25% antes de 2020, em relação a seus níveis de 1990”, indicou Hatoyama durante a cúpula das Nações Unidas sobre o clima.

Para conseguir isso, prometeu “mobilizar todas as ferramentas políticas disponíveis”, incluindo a criação de um mercado nacional de permissão de emissão ou instaurando uma taxa sobre as emissões de carbono.

Este novo objetivo é muito mais ambicioso que o do governo anterior, que buscava uma redução de apenas 8%.

“O Japão também está disposto a proporcionar um apoio financeiro e técnico para acompanhar os progressos da negociação internacional”, acrescentou o primeiro-ministro.

“A ajuda financeira pública e a transferência de tecnologias para os países em vias de desenvolvimento são particularmente importantes”, enfatizou.

Os Estados Unidos receberam nesta terça-feira com prudência o compromisso assumido pelo presidente chinês. O enviado especial americano para a mudança climática, Todd Stern, disse aos jornalistas que Hu não falou em números precisos.

“Tudo isso depende da dimensão que isto tem”, disse.

“Eu acho que o presidente Hu está falando de passar de uma medida calculada em intensidade energética a uma medida em intensidade carbônica, isto pode ser bom, mas tudo depende da cifra”, acrescentou.

Mas o ex-vice-presidente americano e Prêmio Nobel da Paz, Al Gore, afirmou nesta terça-feira que acha positivas as promessas de ações chinesa e japonesa contra o aquecimento do planeta, feitas durante a cúpula das Nações Unidas sobre o clima.

“A China mostra um espírito de iniciativa impressionante para lutar contra o aquecimento climático”, declarou Al Gore à imprensa, em um foro realizado à margem da cúpula.

Os objetivos de redução, antes de 2020, do aumento das emissões de CO2 da China vinculado a seu crescimento econômico apresentados pelo presidente Hu Jintao “não são insignificantes”, estimou Gore.

Ao citar, além disso, os investimentos importantes feitos pela China em termos de energia eólica e solar, Al Gore afirmou que todos esses esforços são importantes.

“E dispomos de todas as indicações que mostram que, em caso de progressos importantes nas negociações (de Copenhague), a China estará pronta para fazer inclusive mais”.
Copyright © 2009 AFP. Todos os direitos reservados.
Acesse à reportagem sobre máquina que captura CO2 da atmosfera.

http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=26858&action=news